sábado, 20 de julho de 2013

Reflorestamento Olhos D'água

O processo de ocupação do Brasil caracterizou-se pela falta de planejamento e conseqüente destruição dos recursos naturais, particularmente das florestas. Ao longo da história do País, a cobertura florestal nativa, representada pelos diferentes biomas, foi sendo fragmentada, cedendo espaço para as culturas agrícolas, as pastagens e as cidades.

A noção de recursos naturais inesgotáveis, dadas as dimensões continentais do País, estimulou e ainda estimula a expansão da fronteira agrícola sem a preocupação com o aumento ou, pelo menos, com uma manutenção da produtividade das áreas já cultivadas. Assim, o processo de fragmentação florestal é intenso nas regiões economicamente mais desenvolvidas, ou seja, o Sudeste e o Sul, e avança rapidamente para o Centro-Oeste e Norte, ficando a vegetação arbórea nativa representada, principalmente, por florestas secundárias, em variado estado de degradação, salvo algumas reservas de florestas bem conservadas. Nesse cenário, merece atenção o processo de degradação ambiental que vive a Caatinga por ser considerado um bioma com pouca importância ecológica.

O processo de eliminação das florestas resultou num conjunto de problemas ambientais, como a extinção de várias espécies da fauna e da flora, as mudanças climáticas locais, a erosão dos solos e o assoreamento dos cursos d'água. Esse cenário é cada vez mais comum em Tapiramutá, onde as matas ciliares foram degradadas em quase sua totalidade.

Neste panorama, as matas ciliares não escaparam da destruição; pelo contrário, foram alvo de todo o tipo de degradação. Basta considerar que muitas cidades foram formadas às margens de rios, eliminando-se todo tipo de vegetação ciliar; e muitas acabam pagando um preço alto por isto, através de inundações constantes.

Além do processo de urbanização, as matas ciliares sofrem pressão antrópica por uma série de fatores: são as áreas diretamente mais afetadas na construção de hidrelétricas; nas regiões com topografia acidentada, são as áreas preferenciais para a abertura de estradas, para a implantação de culturas agrícolas e de pastagens; para os pecuaristas, representam obstáculos de acesso do gado ao curso d'água etc.

Este processo de degradação das formações ciliares, além de desrespeitar a legislação, que torna obrigatória a preservação das mesmas, resulta em vários problemas ambientais. As matas ciliares funcionam como filtros, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d'água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e conseqüentemente a fauna aquática e a população humana. São importantes também como corredores ecológicos, ligando fragmentos florestais e, portanto, facilitando o deslocamento da fauna e o fluxo gênico entre as populações de espécies animais e vegetais. Em regiões com topografia acidentada, exercem a proteção do solo contra os processos erosivos.

Em virtude desse triste cenário ambiental em Tapiramutá, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Tapiramutá esta realizando, em parceria com os produtores um longo processo de educação ambiental e a recuperação das nossas nascentes e rios. 

Através das fotografias abaixo, podemos verificar essas ações de recuperação de nascentes com os produtores, recuperação da nascente do Olhos D'água.

Obrigado à comunidade Olhos D'Água!
















quinta-feira, 11 de julho de 2013

Lagartas preocupam produtores de feijão em Tapiramutá

Uma lagarta que cresce rapidamente, multiplica-se com velocidade e se alimenta de maneira voraz.
Na zona rural de Tapiramutá, em diversas localidades e atingindo diversas propriedades pode-se verificar a presença de lagartas que torna-se motivo de preocupação para produtores de feijão de nossa cidade. 
Segundo produtores locais, as primeiras lagartas apareceram no ano passado, mas foi só foi este ano que o ataque se tornou mais crítico. 
Alimentando-se do botão floral, a planta não desenvolve as flores e sem flores, não forma o feijão. A lagarta também pode comer outras brotações da planta ou ainda perfurar a bagem do feijão em uma fase mais avançada. De uma forma ou de outra, o ataque reduz a produtividade das lavouras, às vezes, de maneira violenta. Os prejuízos incluem o aumento nos gastos com defensivos para contenção da praga.
O problema se repete em todo o município, mas a intensidade dos ataques varia bastante de uma propriedade para outra. De acordo com visitas de campo, os Técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, a helicoverpa deve provocar, nesta safra, uma queda significativa na produção do grão que desenvolve-se muito bem com os satisfatórios índices pluviométricos que impactam positivamente na agricultura e pecuária tapiramutense, depois de uma estiagem drástica no ano de 2012 e início de 2013.
Além de atacar o feijão, a lagarta também tem provocado estragos em outras culturas do município, como milho e pastagens. 
Celso Omoto, entomologista (especialista em insetos), explica que o gênero helicoverpa é tido como extremamente prejudicial a nossa agricultura. "A helicoverpa armígera foi identificada recentemente no Brasil e esse relato foi comprovado pelos pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal de Goiás", diz. Um dos comportamentos que fazem da lagarta uma praga tão perigosa é justamente a capacidade de se alimentar de tudo o que é tipo de lavoura.
Técnicos e autoridades não sabem ao certo quando a praga entrou no Brasil, muito menos como e porque isso ocorreu. A helicoverpa armígera pode ter vindo com mudas ou plantas importadas, pode ter migrado naturalmente e há quem acredite em uma ação criminosa contra a agricultura brasileira.
Técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Tapiramutá estão realizando visitas às propriedades que sofrem ataques dessa praga para orientar os produtores em mecanismos a serem adotados para sua contenção e/ou erradicação.








Comprometimento do grão (bagem).



Danos na planta.








Praga alimentando-se da folha do feijão.


Diversos estágios da lagarta.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Reflorestamento na Associação Nova Esperança

Matas Ciliares

As Matas Ciliares são formações florestais às margens de ambientes aquáticos, constituem um ambiente complexo com condições mesoclimáticas distintas, atribuídas as temperaturas mais amenas e a maior umidade atmosférica desse local. Esses ambientes desempenham inúmeras relações entre o meio aquático e o vegetal terrestre que margeia os cursos de água.




Martins (2001) e Rodrigues (2000) denominam as formações florestais localizadas ao longo dos rios e no entorno de nascentes, lagos e reservatórios como floresta ou mata ciliar, mata de galeria, floresta beiradeira, floresta ripária, floresta ribeirinha e floresta paludosa, mas para efeitos de recuperação e legislação, o termo mata ciliar tem sido empregado para defini-la de forma genérica e mais adequada.

O reflorestamento de nascentes, margens e áreas degradadas, bem como a recuperação e controle de processos erosivos na bacia enquadram-se no tipo de ação considerada estratégica para a revitalização, sendo a degradação da vegetação e os processos erosivos já instalados um problema crônico que repercute negativamente, de diversas maneiras, na qualidade dos recursos hídricos.

Para a repopulação de espécies vegetais no entorno de uma nascente é necessário que se leve em conta as características da fisionomia vegetal local. A escolha adequada das espécies é um aspecto fundamental para a implantação de programas de restauração de mata ciliar. Considerando a adaptabilidade diferencial das espécies para cada condição ambiental identificada na faixa ciliar, que vão apresentar particularidades nas diferentes regiões fitogeográficas. Seguindo esses critérios de escolha, essas espécies devem representar umas das principais garantias de sucesso na restauração, pois durante o surgimento e a evolução de uma floresta, as espécies demonstram exigências ambientais e biológicas muito específicas (RODRIGUES, 2000), seguindo esses aspectos, a sucessão florestal, deve ser entendida não como uma simples substituição/replantio de espécies em uma dada localidade, mas sim como a alternância de grupos ecológicos ou categorias sucessionais.

Objetivos


Objetivo Geral
Restaurar a flora da região no entorno das nascentes que abastecem a represa Cafundó, permitindo o restabelecimento da fauna e de toda a biota promovendo, por meio da educação ambiental, a sensibilização da população para sua preservação além de outras questões ambientais.

Objetivos específicos
·         - Reabilitação e recuperação das áreas degradadas;
·        -  Restabelecimento da mata ciliar;
·   - Divulgação e sedimentação de conhecimentos nas áreas de Educação Ambiental, capacitação e inclusão social, saúde, segurança e meio ambiente.

Metodologia

Área de estudo
A área  recuperada  localiza-se no município de Tapiramutá, Bahia - Brasil, na Associação Nova Esperança. Corresponde a uma área de  nascentes degradadas, tendo sofrido o processo de aterramento e posterior assoreamento apresentando indícios de grande degradação ambiental como presença de lixo, falta de vegetação, compactação do solo, mudança do seu curso original, dentre outros.

As mudas foram plantadas no período chuvoso que auxiliará no desenvolvimento das plantas. As covas têm  os seguintes diâmetros: 40 cm X 40 cm X 40 cm. Em cada cova foi adicionado 2.5 litros de adubo de gado.

 A espacialização das mudas auxiliara no aceleraramento da recuperação em algumas áreas.

Monitoramento


O monitoramento deverá ser realizado mensalmente e objetivará avaliar o potencial de regeneração da área, observando também a necessidade de se combater a ervas daninhas/exóticas e insetos como formigas que poderá impedir o desenvolvimento de espécies nativas, tornando o potencial de auto-recuperação quase nulo.

Nesse monitoramento deverão ser colhidas informações dos vegetais plantados. As variáveis mensuradas serão crescimento/altura, diâmetro e taxa de mortalidade. Esses dados serão anotados para a realização de análises estatísticas do andamento do projeto para a posterior geração de conclusões sobre o mesmo.

Viabilidade do projeto

O presente projeto mostra-se viável, considerando-se que a nascente em questão, juntamente com outras,  desempenham um papel de fundamental importância ecológica, econômica e social para a cidade de Tapiramutá. Estas necessitam de uma urgente recuperação.

Outro fator que contribui para a viabilidade da execução desse projeto está relacionado ao baixo custo necessário para que o mesmo possa ser posto em prática. Os gastos com o reflorestamento são  baixos quando se leva em conta os inúmeros benefícios que essas ações irão trazer para a comunidade tapiramutense.


Plantio



























quarta-feira, 3 de julho de 2013

Bahia realizará 2ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário



Com o objetivo de estimular o debate sobre a Bahia Rural, o Governo do Estado da Bahia realizará, no mês de agosto, em parceria com o Governo Federal, a 2ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CEDRSS). Entre os meses de maio e julho, etapas Territoriais irão preceder a CEDRSS nos 27 Territórios de Identidade da Bahia. O município de Tapiramutá irá participar da Etapa do Território do Piemonte do Paraguaçú a ser realizada nos dias 11 e 12 de julho de 2013 em Itaberaba.
Com o tema “Por um Brasil Rural com gente do jeito que a gente quer”, cada etapa terá a função de aprofundamento do debate e construção de documentos com diretrizes que atendam aos novos desafios para a consolidação da Bahia Rural. Além disso, o documento estadual deverá compor, de forma participativa, o Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário a ser aprovado na 2ª Conferência Nacional, que acontecerá em setembro.
Devem participar das Conferências Territoriais os gestores públicos municipais e estaduais, dirigentes de Colegiados Territoriais, representantes de organizações, entidades e outros movimentos sociais relacionados ao desenvolvimento rural.
A realização das Conferências de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário representa uma ação importante para contribuir com a ampliação e qualificação das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da Bahia e do Brasil Rural.

Maiores informações podem ser encontradas no contato com a Comissão Organizadora Estadual (COE)conferenciadrss.bahia@gmail.com / (71) 3115-2879.

Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforna Agrária, Pesca e Aquicultura - SEAGRISuperintendência de Agricultura Familiar - SUAF
Comissão Organizadora Estadual e Secretaria Executiva do CEDRS (Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável
(71) 3115-2879 / 2864
e-mail: 
cedrs@seagri.ba.gov.br